A moda das “comfort foods”

Bolinho de chuva

Há tempos venho me questionando sobre como alguns tipos de comida estão na moda. Sejam brigadeiros, bolos simples, estrogonofe, bombas, quindins entre vários outros. Há algum tempo atrás, eram tidos como “bregas” ou “comida de pobre”. Hoje estão na alta sociedade e na mídia.

A cada mordida em um brigadeiro (quando não o coloco inteiro na boca) e em cada garfada de estrogonofe, me vêm uma sensação de voltar à infância, criando uma nostalgia que nenhuma outra coisa me faz sentir igual. E esse alimento da alma que nos faz gostar tanto das coisas mais simples!

O cheirinho do bolo da vovó assando, o brilho do quindim na mesma padaria que frequento desde criança, a mistura de açúcar e canela dos bolinhos de chuva que só minha tia sabe fazer e a simplicidade (para não dizer, BREGA) da rosa de tomate em cima da maionese com folhas de salsinha decorando. Tudo isso fez parte da minha infância! Aquela época boa, onde a única preocupação que tinha era qual brincadeira escolher, ou decidir se via o programa da Xuxa ou da Eliana.

As confort foods estão aí pra realmente nos fazer lembrar dessa época que, muitas vezes, fica escondida no interior de cada um. O melhor exemplo se dá no filme Ratatouille da Disney-Pixar. Um simples prato feito de legumes assados com molho de tomates fez aguçar as lembranças do frígido Anton Ego.

E talvez as pessoas estejam cansadas de tanto luxo e glamour que os restaurantes passam. Não posso mentir que é muito bom provar sabores, texturas e técnicas diferentes. Sacia a curiosidade e, às vezes, a fome. Mas qual comida é melhor para a alma do que a feita pela nossa mãe? Ou então todos aqueles “junk foods” que comíamos quando criança? Dadinho, Sacolé, Chocolate Guarda-Chuva, Pirulito com açúcar explosivo, Paçoca Amor, Skittles…

A gastronomia em geral é feita de tendências. Assim como a moda. Só nos resta esperar para ver qual é a próxima! E eu vou esperar comendo o melhor bolo de fubá do mundo: o da minha mãe!