A vida… Com uma pitada de açúcar!

É engraçada a forma como pensamos em comida (e em comê-la) no nosso dia-a-dia. Para marcarmos um encontro entre amigos, marcamos um almoço ou jantar. Uma reunião de negócios? Sempre termina com um café. E um casamento sem um banquete não é bem visto aos olhos de ninguém. A comida sempre esteve e sempre estará ligada aos bons momentos da vida – e aos maus também. Em um término de namoro, qual mulher não se entupiu de chocolates e sorvete?

Mas não falo da comida no sentido de apenas saciar a fome, a vontade de comer. Mas da comida que é degustada, apreciada pouco a pouco como uma dádiva. Essa é a forma correta de idolatrá-la!

Com a correria do nosso cotidiano, é sempre difícil encontrar um tempo para gastarmos com nós mesmos, aonde o horário de almoço de segunda a sexta feira, por exemplo, é a hora que temos de ir ao banco, resolver problemas, dormir…

Então qual é o sentido de se ter uma bela mesa de jantar? Qual o sentido de se ter velas acesas à mesa? Qual é o sentido de se convidar amigos para virem participar? A resposta é simples: é fazer daquilo uma arte, não apenas um enchimento do estômago. E não vejo comida mais artística do que os doces!

Sim, os doces! São eles que nos recordam os bons momentos que passamos, que finalizam qualquer refeição com “chave de ouro”, que adoçam nossas vidas e nos fazem esquecer por um breve momento de todos os problemas. E não há nada mais fascinante do que ver a transformação precisa de uma simples calda de açúcar em uma escultura. No chocolate derretido tomando inúmeras formas. No sorriso de uma criança ao ver os biscoitos saindo do forno.

A vida é muito curta para ser desperdiçada. Ela é feita de momentos; momentos felizes, tristes, relaxantes, estressantes… Apenas momentos! E se cada um desses tiver uma simples pitada de açúcar e afeto, a vida pode valer muito mais a pena! E você? Já comeu um doce hoje?